Mostrando postagens com marcador alguém. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alguém. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Ouço o tlic-tloc do relógio desajustado, ele marca um tempo só dele e desperta na sua hora.
É quase amanhã. Fiquei com vontade de ligar para saber como foi seu dia, fingindo ser sua amiga antiga, tentando fazer parecer normal. Eu liguei, tocou uma vez, caiu na caixa de mensagens. Agradeci ao universo por nos polpar deste momento patético.
Gosto das suas palavras, apesar de quase nunca tê-las escutado. Acho que me apaixonei por ela, por sua poesia, apenas. Soa bonito, gosto disso também. Sinto que elas me tocam com a delicadeza da chuva fina do final da tarde de hoje-ontem, enquanto caminhava na chuva e as outras pessoas corriam pensei nisso. Segundo uma amiga são as chuvas finas as mais perigosas para uma gripe, não ligo, continuo a caminhar...
Gosto dos seus amores que sempre são lindos e bons afinal. Você ama tanto que não entendo porque existem pessoas que conseguem se melindrar com isso! A essência do amor é livre, no meio de uma agitada avenida, na praça, em qualquer esquina, ele te convidaria pra dançar.
Gosto de não saber, porque sei demais muitas coisas, minha pretensão cheia de percepções inexprimíveis que me sufocam e isso me ajuda a respirar.
Aproveito para te contar que todas as vezes que te encontro sem querer, sonhei com você, de olhos fechados, de olhos abertos. Da próxima não sei se vou te abraçar, sempre me sinto desajeitada quando faço isso.
Se um dia você me colhe e acolhe por dentro o meu ser, eu não sei.
Mesmo não tendo certeza nem se hoje ainda é hoje ou se já é amanhã, e se sou um colibri feito de louça, te peço que não me deixe trincar.
Marcadores:
alguém,
bicho que voa,
blog,
Educando Caduco,
ideias,
madrugada,
pensamentos,
textos
quarta-feira, 23 de maio de 2012
E dança...
Ela me disse que gostaria de ir embora
Que nem gostaria de ter vindo pra essa festa insana
Mas ainda há surpresas de última hora
Porque então a gente não fica e dança?
O céu tá lindo e a música toca lá fora
E minha mãe me disse "que menina estranha!"
Mas não há motivos pra se importar
Então porque a gente não sai e dança?
Ela retruca "posso ir agora?"
Se encolhe e chora que nem criança
Mas ainda há "porquês" pra ficar por hora
Porque não joga o cansaço de gente pro ar,
ignora e dança?
"Não sei me movimentar conforme a melodia"
Diz sorrindo e vem comigo de um jeito bacana
De mão dada no canto do salão
Disfarço o medo, aliso seu cabelo
Você discola um par que saca teu movimento
Vai contigo numa coreografia discordante
Leio em silêncio seus pensamentos
"E se o par voa porta a fora?"
"Vai não..."
"E se for?"
Se for a gente improvisa e dança.
Marcadores:
alguém,
amizade,
blog,
Educando Caduco,
ideias,
pensamentos,
poemas,
poesia
terça-feira, 13 de março de 2012
Para Uma Insônia Qualquer
Madrugadas insones combinam contigo
E se comigo caem bem.
Numa dessas em que nenhum tato
Com o teu corpo tiver contato
Que os meus versos toquem o coração
Segurem tua mão, ninem o cansaço da alma.
Boa noite de lua cheia
Mingua não se houver canção
De início de primavera
Alvorada do verão.
Marcadores:
alguém,
blog,
Educando Caduco,
ideias,
madrugada,
pensamentos,
poemas,
poesia
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Era uma vez...
Era não, ainda é. Ou será que já foi? Foi, e eu nem percebi quando. Quando os dias não passavam de sonhos despertos.
Você lembra? A vida era leve, fácil de levar. Existiam problemas, pessoas que sabiam enganar, existiam as dores sem fim e elas passaram, as horas passavam lentas, nós sorriamos só por sorrir e ríamos de quase tudo... Você lembra?
Das conversas inacabáveis sobre o que você quisesse falar, dos momentos difíceis que passamos, da chuva que me ensinas-te a apreciar, das pessoas que trouxe para minha vida e me mostrou como amar e das teorias complexas para explicar que... a vida é assim. Você lembra?
De quantas vezes nos ajudamos a levantar, das lágrimas e da felicidade compartilhada, você lembra?
E de quando não era preciso falar nada, eu entendia...
E de quando mesmo você não querendo ouvir eu falei.
Lembra das pedras que jogou em mim? Transformei em flores, entreguei a você. O que fizes-te? Plantou um jardim? Largou em um vaso? Deixou perecer?
Lembra de quando falar era pensar em voz alta e de quando pensar era falar com o coração. Lembra dos nossos segredos? Ninguém quer mais saber.
Lembra quando você transformou crítica em carinho? E aquele abraço que significa apenas: "eu te amo e estou aqui". Sinto falta dele.
Você lembra de quando não costumava fazer promessas? E de quando começou a fazê-las? Quantas você cumpriu?
Prometi estar sempre contigo, não te deixar triste ou só. Não brinquei. Estou tentando.
Lembra da eternidade de vezes que me explicou: "tudo passa, nada permanece igual". Eu não quis acreditar. Agora percebo que é uma questão de escolhas.
Posso sentir muitas coisas, mas o que mais sinto é saudade. Saudade de quando você não parecia estar fingindo, medindo as palavras, se escondendo mais do que deveria. Saudade de quando, pelo menos comigo, parecia ser... diferente. Saudade de saber que em algum espaço da sua vida me encaicho.
Saudade do olhar que diz, do olhar que sente, do olhar que chama.
Saudade de você.
Marcadores:
alguém,
blog,
Educando Caduco,
ideias,
pensamentos,
textos
Assinar:
Postagens (Atom)

