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Jade Bittencourt. Tecnologia do Blogger.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Colhi nos seios que amei sementes
Ternuras rústicas floresciam dos cílios
Mudas farfalhantes.
Para ver a tarde demorar-se além do Carmo
Caminhei na contramão dos sentidos
Com quem gosta de dançar em salas vazias comigo
Os corpos de sombra, sol ou luar tingidos.
Poeta amigo
qual o toque que soa o corpo?
A indomável essência desse movimento
vaza matéria etérea num suspiro.
Após breve visita
eu lembro
todo dia
finjo que esqueço
espero visita breve.
As palavras não ditas invadem
a distância de um abraço
aproxima a saudade.
Dentro do peito
mensuro meu espaço.
Olhar, "eu não caibo"
Mãos, "não pertenço"

sábado, 7 de junho de 2014





Ouço teu silenciar, sem tradução
para não corromper o afago
declaro inquilinismo velado do teu coração.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Com os olhos entreabertos
talvez sonde o próximo gesto
O que muda depois do depois?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Me decora mas esquece de mim
com a resposta
só para que eu saiba que existe gente
andando na rua
atrás das portas.

Saia feita de retalhos
inteira aos pedaços
girando ciclos com graça.
Até há vida
em volta do poeta de pedra da praça.
 

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